Utilizando o Editor do DConf

editor-do-dconf

Introdução

Antes de mais nada, o que é o dconf? Nada mais é que uma ferramenta simples para manipulação de ‘database’ do sistema nos ambientes gráficos do Gnome e do MATE. Porém, também podem ser usados em outros ambientes que utilizam o GTK (uma ferramenta multiplataforma para criação de interfaces gráficas).
Muitos usuários já usaram, ou usam, muitos já ouviram falar e muitos nem sabem que ele existe. Então venho com essa dica para que usuários como eu não se irritem na hora de configurar uma coisa tão básica, mas que sem o conhecimento do dconf, parece ser impossível, e com isso acabe culpando o sistema pelo verdadeiro fracasso humano.

O dconf é um utilitário usado pela interface da linha de comando (CLI), mas existe uma interface gráfica (GUI) para ele, o dconf-editor (Editor do dconf), é ele que usaremos. O editor do dconf está presente em todas as distribuições GNU/Linux.

Caso você não encontre ele nas configurações do seu sistema é só baixá-lo usando o gerenciador de pacotes no terminal ou um aplicativo gráfico existente na sua distribuição (não abordarei essa parte na dica).

Configurações básicas

O dconf pode ser utilizado para manipular praticamente todo o banco de dados do sistema relacionado a interface, tais como gerenciadores de janelas, ícones do desktop, gerenciadores de arquivos, plano de fundo, enfim, tudo!

Por exemplo, se quiser exibir (ou não) os ícones na Área de Trabalho, abra o Editor do dconf e vá até:

  • org>mate>caja>desktop (repare que estou utilizando a interface do MATE Desktop) e sinalize as caixas que desejar.

Você também pode alterar os nomes dos ícones, conforme indica a imagem:

Editor do dconf_020

O Caja, além de ser um gerenciador de arquivos, também é o responsável por manipular a Área de Trabalho.

Hoje, no ambiente desktop do Gnome, é possível fazer diversas configurações usando o Gnome Tweak Tool, mas o dconf continua atuando nessas mesmas configurações e ainda tem um poder maior que o Gnome Tweak Tool, pois ele te dá acesso não só ao desktop como também a praticamente todas as aplicações instaladas referentes ao Gnome, veja na imagem abaixo:

Editor do dconf_029

Como podem ver, há uma lista imensa de aplicações que podem ser configuradas manualmente, muitas delas podem ser feitas pelo próprio programa, mas alguns macetes só podem ser realizados através do dconf, como por exemplo, habilitar o webgl no navegador Web Epiphany, assim como podem ver na imagem seguinte:

Editor do dconf_030

Ou, onde as screenshots tiradas pelo Gnome Screenshots serão salvas por padrão com o pressionamento da tecla PrintScreen (PrtSc). Essa é uma dica bacana pra usuários que como eu gostam de salvar as screenshots diretamente na /home mas que só poderia ser feito abrindo o aplicativo e escolhendo onde salvar depois de tirar o print. Nesse caso eu configurei o Gnome Screenshot para salvar o print, quando feito com a tecla de atalho, diretamente no meu diretório /home:

Editor do dconf_031

Bom galera, não vou abordar aqui todos os tipos de configurações que são possíveis com o dconf, mas espero que essa dica ajude vocês a deixar o seu sistema cada vez mais com a sua cara, só quis mostrar que sempre que não encontrar uma forma de configurar tal coisa, busque essa forma no dconf, garanto que 90% das configurações desejadas estarão disponíveis nele.

Restaurando o Grub pelo BIOS/UEFI

grub2

Introdução

Muitos usuários ao instalar sistemas operacionais GNU/Linux e Windows em Dual-Boot, se deparam com a seguinte questão:
Qual instalar primeiro, Linux ou Windows?

Bom, é recomendado que o Windows seja instalado primeiro e depois o GNU/Linux, para que o GRUB torne-se o Bootloader padrão e reconheça ambos os sistemas.

Mas e se o GNU/Linux já estiver instalado e você quiser instalar o Windows posteriormente? Como proceder sem perder o GRUB? Simples, instale o Windows e com um LiveCD de sua distribuição GNU/Linux, pode-se restaurar o GRUB para o padrão. Dá um pouquinho de trabalho mas é uma tarefa simples e eficaz, quando o usuário tem um certo conhecimento sobre esse tipo de configuração.

E se eu te disser que isso não é necessário? Que essa tarefa pode ser totalmente descartada pois há um modo ainda mais simples e eficaz de se fazer isso? Pois bem, abaixo eu mostrarei como.

Tabelas de partições

Nota-se que hoje o tipo de tabela de partições mais comumente usado ainda é a DOS-MBR (Master Boot Record). Mas geralmente, os desktops e laptops vendidos com Windows, vêm com a tabela de partições em formato GPT (GUID Partition Table). Caso queira saber mais a respeito dos tipos de tabelas de partições DOS-MBR e GPT clique aqui. Com isso, é necessário que uma partição seja criada somente para alocar o Bootloader dos sistemas, ao contrário do DOS-MBR que escreve o Bootloader diretamente na MBR. O Windows e a maioria das distribuições GNU/Linux mais amigáveis realizam o processo de gravação do Bootloader automaticamente. Algumas distribuições, como o Arch Linux por exemplo, exige que esse processo seja feito pelo usuário. Não vou abordar esse tipo de configuração, e sim como tornar o GRUB o Bootloader padrão sem ter que reinstalá-lo novamente. Mas isso só funciona em máquinas com BIOS/UEFI e HDDs particionados em GPT.
Então vamos direto ao que interessa…

Prodedimento

Após ter instalado o Windows em um HDD que já havia contido o GNU/Linux, e com isso o Bootloader do Windows ter sido escrito sobre o GRUB, deve-se realizar um reboot na máquina para que se possa entrar no BIOS/UEFI (Na maioria dos casos usa-se o F2 para entrar no BIOS/UEFI).
Assim que estiver dentro do BIOS/UEFI, procure no menu por algo parecido com a imagem abaixo, nesse caso, BOOT:

bios-uefi1

Repare que na imagem acima o Windows Boot Manager está setado como primeiro Bootloader, e o GRUB do Arch Linux está setado como segundo Bootloader. Os nomes do GRUB podem variar conforme a distribuição usada. Assim, logo que há o arranque da máquina o primeiro Bootloader a ser lido é o do Windows e não o GRUB.
Agora vem a mágica. Usando as setas do teclado escolha o GRUB e mova-o para cima (Conforme configurações da Motherboard, pode ser F5 ou F6, como é o meu caso, para mover a opção escolhida. Mas isso dependerá da sua placa. Geralmente o help está logo abaixo, como a parte verde do meu BIOS/UEFI, na imagem).

Esse processo deve ficar idêntico a imagem abaixo:

bios-uefi2

Agora salve as alterações feitas no BIOS/UEFI, geralmente localizado na aba do menu, chamada EXIT. E pronto, a simples tarefa foi realizada com sucesso, portanto o GRUB será iniciado e você poderá escolher qual dos sistemas usar. Caso isso não ocorra, e a opção para iniciar o Windows não esteja ativada, é porque o GRUB não reconheceu o Windows ainda no seu HDD. Mas basta atualizar o GRUB conforme indica a sua distribuição GNU/Linux para que o Windows seja reconhecido e você tenha a opção de realizar o Boot nele.

Simples, né? Espero que essa dica ajude a simplificar o processo de recuperação do GRUB. E mais uma vez, note que esse procedimento só pode ser realizado em máquinas com BIOS/UEFI usando tabela de partições GPT.

Como escolher sua distribuição GNU/Linux

escolhendo-distro-linuxIntrodução

Antes de mais nada, assim que tiver um tempinho, assista a esse vídeo. Muito bom!

Diante de tantas distribuições disponíveis, é normal o usuário de GNU/Linux ficar em dúvida sobre qual distribuição deve escolher. Este artigo não é uma ajuda para quem sofre de crise de distro, e sim, uma ajuda para quem está em busca da distribuição ideal para sua realidade.

O artigo destina-se a usuários domésticos, não profissionais.

Veremos alguns pontos essenciais que devem ser levados em consideração antes de escolhermos uma distribuição. São eles:

Compatibilidade com o processador
Estabilidade
Modernidade
Documentação
Repositório
Facilidade de uso
Ambiente gráfico

Ao final do artigo, disponibilizo os links para algumas distribuições aqui citadas.

Aviso: as distribuições aqui citadas, são algumas com as quais tive mais contato, mesmo que por alto, e por isso, é claro que deixei de fora muitas outras. Por isso, o artigo pode ser injusto com algumas distribuições. Trata-se nada mais, nada menos que de uma análise e um compartilhamento de experiência. Por favor, se acharem que cometi alguma injustiça grave com alguma distribuição (seja citando ou deixando de citá-la), deixe um comentário como contribuição. Obrigado pela atenção.

Alguns pontos que devemos levar em consideração na escolha de uma distribuição:

1. Compatibilidade com o processador

Seria interessante saber qual é o seu processador, não é mesmo? Para saber qual o seu procesador, no Windows, pode usar o programa CPU-Z (link aqui) ou então, clique em Iniciar -> Botão direito em “Meu Computador” -> Propriedades.

E no GNU/Linux, basta executar: $ uname -p

Mas, o que realmente interessa, é saber em que categoria de arquitetura o seu processador se encontra. Pois é assim que as distribuições apresentam sua compatibilidade. Mas como saber isso?

No caso do Windows, execute: > cmd.exe /k echo %processor_architecture%

No caso do GNU/Linux, execute: $ uname -m

Anote mentalmente o tipo da arquitetura do seu processador. Isso pode ajudar em sua escolha de distribuição. Você pode instalar, em computadores x86_64, qualquer imagem de distribuição GNU/Linux x86_64 ou x86. Mas em computadores x86, você não pode instalar uma imagem de distribuição x86_64, não funciona.

Embora cada vez mais raras, ainda existem distribuições que não suportam arquitetura x86_64. Por isso, antes de baixar uma distribuição, leia um pouco sobre ela e sua compatibilidade com processadores.

Por exemplo, a distribuição Arch Linux é compatível com x86_64, mas não é com x86 e sim com i686. Também a distribuição CRUX só é compatível com x86_64, apenas.

2. Estabilidade

Algumas distribuições se destacam por serem consideradas muito estáveis e exaustivamente testadas. Isso significa que o sistema tem menos chances de apresentar defeito. Dentre estas distribuições, algumas que se destacam são:

Debian
CentOS
Slackware

Pensei em adicionar Ubuntu LTS também, mas não seria justo. Ubuntu LTS não é necessariamente estável, principalmente se for recente. Versões LTS do Ubuntu mais estáveis são as versões mais antigas, que ainda recebem atualização.

Explico: Hoje, a versão LTS atual do Ubuntu é 14.04, mas a versão 12.04 ainda recebe atualizações. Não considero a versão 14.04 tão estável uanto a 12.04, que já recebeu a maioria das correções possíveis. De fato, ao utilizar Ubuntu 14.04 recentemente, me deparei com janelas de envio de relatório de erros, “a lá Windows XP”.

Distribuições que tem por base uma distribuição estável, também podem ser consideradas estáveis. Dentre as baseadas em Slackware, temos as famosas: Salix OS e Zenwalk. Dentre as baseadas em Debian estável temos, por exemplo, CrunchBang e Kwheezy.

Dentre as baseadas em Ubuntu LTS, temos Linux Mint e elementaryOS, como exemplos.

É bom saber se determinada distribuição tem como base alguma distribuição estável, caso queira levar esse aspecto em consideração na escolha de uma distribuição.

3. Modernidade

Uma das características mais marcantes de algumas distribuições é sua “modernidade”, isto é, se ela possui pacotes novinhos, as últimas versões disponíveis dos programas. Normalmente, isso também indica que são pacotes, possivelmente, menos estáveis.

Dentre as distribuições com foco em novidades, destacam-se:

Arch Linux
Fedora
Gentoo
Funtoo
Debian Testing e Unstable

Aqui, um site que mostra um ranking de algumas distribuições e seu grau de modernidade:

Open Source Watershed

O ranking está dividido entre versões atuais (current) e versões vindouras (future), que inclui versões testing, unstable, beta, etc.

Seria bom termos modernidade e estabilidade, infelizmente, as distribuições que tem os softwares mais novos costumam ser menos estáveis e tem maiores chances de apresentar problemas.

Usuários entusiastas, que gostam de novidades e não se importam muito com problemas (pois sabem resolvê-los), usam distribuições como: Fedora, Arch Linux, Funtoo, Gentoo, Debian Sid (Unstable).

Há muito tempo que vejo a distribuição Arch Linux no topo das mais modernas, seguido de perto pelo Fedora. No entanto, Fedora tem suporte a um número maior de arquiteturas, o que torna a atualização mais lenta. E veja o caso de Gentoo, que tem suporte a mais arquitetura que todas as outras distribuições (empatando apenas com Debian, mas Debian nunca se destacou por ser moderna).

Usuários que ficam no meio termo entre estabilidade e novidades, se dão bem com: Ubuntu (atual ou LTS recente), Linux Mint, openSUSE, Debian Testing, Fedora, Mageia.

4. Documentação

Com “documentação”, eu me refiro a quantidade de fóruns, Wikis, tutoriais e qualquer coisa online que possa ajudar o usuário a usar a distribuição, resolver problemas, etc. Algumas distribuições se destacam por terem uma qualidade excelente de documentação.

São elas:

Arch Linux
Gentoo
LFS

A página Wiki do Gentoo destaca-se pela organização e quantidade de informação:

Gentoo Wiki

Apesar de ser voltada para Gentoo, possui informações úteis e explicativas para qualquer pessoa que queira aprender mais a fundo sobre um determinado assunto.

A página Wiki do Arch Linux é tão boa, atualizada e rica, que serve para muitos usuários, inclusive para quem não usa Arch Linux:

Arch Wiki

Infelizmente, para nós BR, o melhor conteúdo do Arch Linux está em inglês.

Agora, se estamos falando em qualidade de documentação, uma que precisa ser bem detalhada é a documentação da distribuição LFS (Linux From Scratch), pois o usuário vai seguir a documentação para criar o sistema do zero:

Linux From Scratch – Welcome!

Mas, não é uma documentação muito mastigada (para alguns, pois para outros pode ser mamão com açúcar).

Em termos de quantidade de documentação, e não necessariamente qualidade, se destacam:

Arch Linux
Debian
Ubuntu
Fedora
Gentoo
openSUSE
Slackware

Distribuições baseadas em uma distribuição que tem boa documentação, herda também a documentação da distro-mãe. Exemplo, quem usa Funtoo pode se aproveitar da documentação do Gentoo, e quem usa Linux Mint pode se aproveitar da documentação do Ubuntu.

Se você sente necessidade de ter muita documentação, leve essa informação em conta.

5. Repositórios

Algumas distribuições têm repositórios grandes. O que isso significa? Significa que o usuário estará muito bem servido de programas disponíveis nos repositórios oficiais da distribuição, não sendo muito necessário usar repositórios de terceiros.

Nesse caso o troféu, a meu ver, deveria ir para Linux Mint, que herda tudo do Ubuntu, que por sua vez, herda tudo do Debian, todos os pacotes e mais alguns.

De resto, todas as outras distribuições mais famosas, com exceção do Slackware, tem repositórios bons o suficiente. Slackware, pela minha experiência, exige o uso de repositórios de terceiros, se não quiser compilar programas que não estão no repositório oficial. Slackware é o pior, neste ponto.

Pacotes binários no formato RPM (RPM Package Manager) e DEB (Debian package) são os mais comuns, mais fáceis de encontrar fora dos repositórios oficiais. Essa informação pode ser útil, se você quer ter facilidade em encontrar pacotes binários. Distribuições que usam pacotes RPM são Fedora (e suas derivadas) e CentOS. Distribuições que usam pacotes DEB são Debian e Ubuntu e suas respectivas derivadas.

6. Facilidade de uso

Esse é outro ponto interessante. Se você faz questão de usar uma distribuição fácil de instalar e manter, completa e pronta para uso (out of the box), considere as seguintes:

Ubuntu
Linux Mint
Mageia
PCLinuxOS
openSUSE

Há poucos anos, não existia distribuição mais fácil que Ubuntu, que era um Debian mastigado, até que surgiu Linux Mint, um Ubuntu um pouco mais mastigado. Qualquer distribuição baseada em Ubuntu, pode ser considerada fácil de usar, o que, além de incluir Linux Mint, inclui outras como elementaryOS e Deepin.

Não incluí Fedora na lista, mas Fedora com o pacote EasyLife ou Fedy, se torna muito fácil de configurar.

Distribuições que podem ser classificadas como difíceis, mas tem a praticidade de terem pacotes binários são: Arch Linux, Sabayon e Slackware.

Distribuições que podem ser classificadas como difíceis, e são de compilação: Sabayon, Gentoo, Funtoo, Lunar, Sorcerer, Source Mage, Exherbo.

Sim, Sabayon aparece nas duas listas e eu não eu incluí LFS, pois considero essa a mais difícil, fora da classificação normal.

Finalizando

7. Ambiente gráfico

Teoricamente, qualquer ambiente gráfico pode ser instalado em qualquer distribuição. Mas algumas distribuições possuem algumas peculiaridades. Por exemplo:

Ubuntu: ambiente padrão “exclusivo” chamado Unity, mas tem versões do Ubuntu com outros “sabores”, como Xubuntu, Lubuntu, Kubuntu, Ubuntu Gnome, Ubuntu MATE.

Linux Mint: tem um ambiente, não exclusivo, mas próprio, chamado Cinnamon que é um fork do Gnome-Shell. Outro ambiente também próprio, embora não exclusivo, é o MATE, um fork do Gnome 2. Além disso, Linux Mint pode ser encontrado nos seguintes sabores oficiais: Xfce e KDE.

elementaryOS: possui ambiente padrão “exclusivo” chamado Pantheon, que lembra o Mac OS. De fato, das distribuições GNU/Linux, provavelmente seja a mais elegante e polida.

Debian: seu ambiente “padrão” é o GNOME, mas as versões mais novas, trazem todos os outros ambientes disponíveis, com excessão de alguns.

Fedora: tem ambiente padrão GNOME. Pode chamar Fedora de distribuição GNOME. Tudo o que há de mais novo no GNOME rapidamente chega ao Fedora. Mas há vários “Spins” do Fedora com propósitos e ambientes diferentes como KDE, Xfce, LXDE, MATE, Games, Spins focadas em segurança e outros.

Slackware: não tem GNOME e seu ambiente padrão é KDE. Tem pouco suporte ao Xfce, visto que as melhorias do Xfce, somente são conseguidas fora do repositório padrão.

PCLinuxOS, openSUSE e Mageia: se destacam pelo belo ambiente KDE personalizado, mas oferecem também outras opções de ambientes.

Deepin Linux: tem um ambiente “exclusivo” chamado Deepin Desktop Environment.

Arch Linux, Gentoo, Funtoo: não tem ambiente gráfico padrão. No caso do Arch Linux, é prático instalar qualquer ambiente que desejar. No caso de Gentoo e Funtoo, normalmente os usuários preferem instalar ambientes leves, pois a instalação de ambientes completos e pesados como Gnome e KDE pode levar muito tempo.

Se prefere ambientes leves, boas opções de distribuições GNU/Linux incluem: Archbang (baseado em Arch Linux, mas com Openbox), CrunchBang(baseado no Debian, mas com Openbox), Lubuntu (Ubuntu com LXDE), Fedora e suas Spins, como LXDE e Xfce. Slackware oferece opção para usar Fluxbox e outras opções leves de ambiente.

Abaixo o link para algumas das distribuições citadas aqui:

Arch Linux
Archbang
CrunchBang
Debian GNU/Linux
Projeto Fedora
openSUSE
Gentoo
Funtoo
Slackware
Ubuntu
Lubuntu
Kubuntu
Xubuntu
Ubuntu Mate
Ubuntu Gnome
Linux Mint
elementaryOS
Deepin Linux
PCLinuxOS
SalixOS
Kwheezy
Lunar Linux
Sorcerer
Zenwalk
LFS – Linux From Scratch

Essas são algumas das distribuições mais conhecidas, algumas ficaram de fora mas você pode consultar o Google ou o Distrowatch, conforme veremos abaixo.

8. Verificar Distrowatch

Uma opção que pode ajudar a escolher uma distribuição, é o site Distrowatch. Acessando a página de busca, você pode filtrar características que deseja em uma distribuição, como Categoria (Distribution category), Baseado em (Based on) e Arquitetura (Architecture), entre outras opções:

DistroWatch.com: Put the fun back into computing. Use Linux, BSD!

Conclusão

Diante de tantas distribuições, o usuário iniciante precisa, primeiramente, desenvolver os seus próprios critérios de escolha para saber escolher sabiamente a distribuição que deseja usar.

Este artigo serve como uma ajuda, apenas isso, no processo de desenvolver esses critérios. Espero que sirva de ajuda para alguém.

O artigo não tem a intenção de esgotar os critérios necessários para escolher uma distribuição, mas apresentar alguns.

Fonte: Viva o Linux!
Créditos: Xerxes Lins